RESUMO
Este trabalho apresenta o resultado de uma análise realizada
nos Relatórios de Fiscalização da Controladoria-Geral da União sobre a aplicação
dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de
Valorização do Magistério – FUNDEF, em Municípios dos Estados do Pará, Maranhão,
Piauí e Bahia, entre os anos de 2002 a 2004. O diagnóstico detectado nos remete
à conclusão de que existem falhas nos controles internos da gestão pública
aliadas aos atos de improbidade administrativa. Um dos principais motivos para
esta constatação reside na inobservância da legislação aplicada a licitações e
contratos.
Palavras-chave: Gestão Pública. Controle Interno.
Improbidade Administrativa. FUNDEF. Licitações e Contratos.
1 INTRODUÇÃO
O objeto deste estudo é detectar as causas que acarretam os
desperdícios de recursos aplicados pela administração pública. A primeira
investigação é avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos
administrativos quanto à fidelidade na execução correta dos atos
administrativas; depois, identificar as outras causas que colaboram para esta
ineficiência.
A legislação do nosso país exige que a administração pública
mantenha sistemas de custos e de avaliação da legalidade, eficiência e eficácia
na execução dos programas de governo. Entretanto, essa legislação torna-se
inócua a partir do momento em que se detectam falhas graves e irregularidades na
aplicação dos recursos públicos, principalmente na esfera municipal, onde a
maioria dos 5.560 municípios brasileiros não possui aparatos suficientes para o
controle demandado pela legislação pátria. As informações e avaliações geradas
acerca da aplicação de recursos dos programas do governo federal nos Municípios
brasileiros são em grande parte inverídicas, uma vez que se baseiam somente nos
processos de prestações de contas que contêm documentos de despesas.
Utilizou-se, nesta pesquisa, a metodologia de extração de dados por meio da
análise de 124 (cento e vinte e quatro) relatórios de fiscalização produzidos
pela Controladoria-Geral da União – CGU, sobre a aplicação de recursos do FUNDEF
nos Estados da Bahia, Maranhão, Pará e Piauí, que apresentaram um diagnóstico de
alerta para as finanças públicas, ante à quantidade de fatos detectados que
retratam desvios de verba pública. Partindo dessa situação, induz-se que mais de
80% dos Municípios dos Estados supramencionados cometem falhas e irregularidades
na aplicação dos recursos do FUNDEF e, indo mais além, também pecam na aplicação
de recursos de outros programas de governo sob sua gerência. O FUNDEF foi
escolhido para o estudo por alocar recursos volumosos nos cofres municipais,
beneficiando, em regra, o desenvolvimento do ensino fundamental. A pesquisa teve
seu escopo limitado à análise dos relatórios produzidos pela CGU, disponíveis na
Internet.
Os dados extraídos dos relatórios demonstram que os
Municípios estão desguarnecidos das funções administrativas essenciais à boa
aplicação do dinheiro público, além da ausência de probidade da maioria dos
gestores, segundo a análise.
2 GESTÃO PÚBLICA
A gestão pública obedece ao ciclo do planejamento, direção,
execução e controle. São as funções básicas da administração existentes em
qualquer organização, seja ela pública ou privada. O controle é definido como "o
poder de fiscalização e correção que sobre a administração pública exercem os
órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de
garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos
pelo ordenamento jurídico" (DI PIETRO. 2000, p. 576). O Decreto-Lei n. 200/67
dispõe que o Controle deverá exercer-se em todos os níveis e em todos os órgãos,
compreendendo particularmente:
a)o controle, pela chefia competente, da execução dos
programas e da observância das normas que governam a atividade específica do
órgão controlado;
b)o controle, pelos órgãos próprios de cada sistema, da
observância das normas gerais que regulam o exercício das atividades auxiliares;
c)o controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda
dos bens da União pelos órgãos próprios do sistema de contabilidade e auditoria.
A Secretaria Federal de Controle Interno define o Controle
Interno Administrativo como sendo o conjunto de atividades, planos, rotinas,
métodos e procedimentos interligados, estabelecidos com vistas a assegurar que
os objetivos das unidades e entidades da administração pública sejam alcançados,
de forma confiável e concreta, evidenciando eventuais desvios ao longo da
gestão, até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público [01].
O controle, portanto, abrange todos os atos da administração.
Neste âmbito, estão inseridos os simples atos rotineiros, as auditorias e as
consultorias jurídicas, todos no intuito de preservar a integridade do
patrimônio público.
3 APLICAÇÃO DOS RECURSOS DO FUNDEF
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
e de Valorização do Magistério – FUNDEF, foi criado pela Emenda Constitucional
nº 14 de setembro de 1996 e regulamentado pela Lei nº 9.424, de 24/12/1996.
Os recursos do Fundo devem ser utilizados, integralmente, no
ensino fundamental público do respectivo sistema de ensino. O mínimo de 60% dos
recursos anuais do FUNDEF deve ser destinado à remuneração dos profissionais do
magistério em efetivo exercício no ensino fundamental público. Os 40% restantes
devem ser utilizados em outras ações de manutenção e desenvolvimento do ensino
fundamental, como o pagamento de vigilantes, zeladores, pessoal da área
administrativa, reformas e construção de escolas, material de expediente etc.
Os valores devidos a cada Estado e a cada Município são
definidos em função do montante dos recursos repassados que formam o Fundo e do
número de alunos do ensino fundamental, de acordo com as informações do Censo
Escolar do ano anterior. São recursos do Fundo a parcela de 15% do:
1.Fundo de Participação dos Estados – FPE;
2.Fundo de Participação dos Municípios – FPM;
3.Impostos de Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS;
4.Imposto sobre Produtos Industrializados, proporcional às
exportações – IPIexp.
Os Estados que não atingem um valor mínimo por aluno/ano,
definido por Decreto Presidencial a cada ano, recebem uma Complementação mensal
da União. É o caso dos Estados da Bahia, Maranhão, Pará e Piauí.
Toda aquisição de bens ou serviços pela administração pública
deve ser precedida do devido processo licitatório, as despesas devem ser
elegíveis, ou seja, permitidas legalmente.
4 FATOS DETECTADOS
A seguir, serão apresentados os 04 (quatro) principais itens
de uma matriz (Anexo I) tabulada com as respectivas descrições sumárias dos
fatos detectados e os impactos negativos para a administração pública. Cada
Município analisado recebeu a identificação do item conforme a ocorrência da
impropriedade ou irregularidade (Anexo II).
4.1. – Inobservância às regras da Lei de Licitações – Lei
nº 8.666/93 (modalidades/dispensa e inexigibilidade)
Este fato ocasiona vultosos prejuízos para a administração
pública e para a sociedade, pois são afrontados os princípios da isonomia e da
melhor proposta para a administração pública, direcionando as compras, os
serviços ou obras para determinada empresa ou mesmo desviando os recursos por
simulação de despesa. A inobservância à Lei de Licitações vai desde falhas
formais até a simulação, conluio, montagem de processos, ausência de projetos
básicos, falta de especificações detalhadas do objeto a ser licitado etc.
Na cidade de São Francisco do Conde – BA, houve desrespeito
às regras licitatórias, possibilitando a participação de empresas que não
atuavam no ramo do objeto licitado, empresas inexistentes e emissão de Notas
Fiscais falsas. Em 37 (trinta e sete) processos de licitação analisados,
envolvendo outros programas de governo com repasse de recursos da União, foi
detectado o desvio de mais de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Em Serra
Dourada – BA, as empresas participantes dos processos licitatórios eram todas
ligadas à família do Prefeito, como irmãos, primos, filhos e mãe. Mais de R$
660.800,00 (seiscentos e sessenta mil e oitocentos reais) foram direcionados a
essas empresas.
Impacto negativo: A ausência de um sistema de informações
que solicite o registro de todos os dados do processo licitatório a ser
realizado e da atuação de um controle interno administrativo acompanhando os
passos da despesa pública, causam prejuízos financeiros enormes como esses
exemplificados. Ressalte-se que na maioria dos relatórios analisados havia
informações sobre a inobservância à Lei de Licitações e Contratos pelos
Municípios.
4.2. – Pagamentos que não incrementam o desenvolvimento da
educação fundamental
Os gestores utilizam os recursos para pagamentos de despesas
que nada tem a ver com o incremento da educação fundamental. O FUNDEF financia,
na maioria dos casos, as despesas de custeio particulares e de outras instâncias
da Prefeitura Municipal, como é o caso de pagamento de outros profissionais da
área da educação mas que não estão vinculadas ao ensino ou magistério do nível
fundamental.
No Município de Porto de Moz – PA, foi detectada compra de
gêneros alimentícios, despesa inelegível para pagamento com recursos do FUNDEF,
segundo a Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes de Base). A Prefeitura Municipal de
Cedral – MA pagou multas pelo atraso no recolhimento da Contribuição Social dos
professores (parte patronal), devida ao INSS.
Impacto negativo: O Fundo perde sua razão de existência,
que é o incremento do ensino fundamental. Sem um controle rigoroso sobre os
tipos de dispêndios pagos à conta do FUNDEF, fica facilitado o desvio de
aplicação de recursos, que vai desde a compra de gêneros alimentícios até
pagamento de despesas pessoais, passando por pagamento de multas pelo não
recolhimento tempestivo de tributos.
4.3. - Pagamento a profissionais que não integram os
quadros do Ensino Fundamental
O FUNDEF acaba sendo uma fonte de financiamento para
pagamento a profissionais que não integram os quadros do ensino fundamental,
desviando os recursos que seriam alocados em outros investimentos educacionais.
Impacto negativo: Desvio de recursos para outras
finalidades externas ao FUNDEF.
4.4. – Notas Fiscais frias (falsas) e Recibos inidôneos
É um dos estágios originados do desrespeito às regras
licitatórias. Sem o registro do processo licitatório em Sistema e sem o controle
administrativo da execução da despesa, surgem os documentos fiscais falsos que
integram as prestações de contas. Foram identificadas no Município de Malhada de
Pedra – BA, nos anos de 2002 e 2003, Notas Fiscais falsas em valores superiores
a R$ 100.000,00 (cem mil reais).
Impacto negativo: O setor de contabilidade, nesses casos,
registra fatos contábeis falsos. A prestação de contas passa a ser um montante
de papel que não traduz a realidade dos fatos e uma eventual análise dos
dispêndios públicos extrairia informações falaciosas para a tomada de decisões.
A Tabela I demonstra o percentual das falhas detectadas na
gestão dos recursos do FUNDEF nos quatro Estados que recebem a complementação de
recursos da União.
|
BAHIA, MARANHÃO, PARÁ E PIAUÍ (124 Municípios) |
|
FATOS |
Percentual |
|
1º |
Inobservância às regras da Lei de Licitações e Contratos |
48% |
|
2º |
Pagamentos que não incrementam o desenvolvimento da
educação fundamental |
32% |
|
3º |
Pagamento a profissionais que não integram os quadros do
Ensino Fundamental |
29% |
|
4º |
Notas Fiscais Falsas e Recibos inidôneos |
2 2% |
Tabela I – Principais fatos detectados
5 Análise dos Resultados da Pesquisa para as Finanças Públicas
A pesquisa demonstra, de modo prático, a partir de relatórios
de auditoria e fiscalização de recursos públicos, que a inação da função de
controle interno administrativo aliada à inexistência de um sistema de
informações acarretam os desvios de recursos públicos do FUNDEF. Os principais
pontos destacados retratam que uma análise gerencial a partir dos processos de
prestações de contas apresentaria índices totalmente em descompasso com a
realidade vivida nos Municípios, pois os recursos não foram aplicados na sua
integralidade na manutenção do ensino fundamental. A Tabela I evidencia que as
principais falhas estão no descumprimento das regras licitatórias e na aplicação
de recursos no pagamento de diversas despesas e de profissionais que não
incrementam o desenvolvimento do ensino fundamental, sendo, portanto, dispêndios
que desvirtuam as regras das finanças públicas e os objetivos primordiais do
FUNDEF.
Estudos [02] do economista Cláudio Ferraz,
pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, revelam que em
73% dos Municípios brasileiros fiscalizados pela CGU houve algum tipo de
corrupção na máquina administrativa. Segundo o Banco Mundial [03], a
praga da corrupção, traduzida pelos subornos, desvios de verbas e fraudes,
provocam perdas econômicas mundiais de 1 trilhão de dólares por ano. Dessas
assertivas, verifica-se que o caso do FUNDEF estudado não é isolado, acontecendo
casos semelhantes na aplicação de recursos em outros programas de governo.
Verificam-se, ainda, as perdas econômicas ocasionadas pelos desvios na aplicação
das despesas públicas. Em Municípios onde a ação das políticas públicas é
imprescindível para a sobrevivência da população carente, qualquer desvio de
recursos financeiros afeta diretamente o desenvolvimento da localidade. No caso
do ensino fundamental em tela, os desvios interferem diretamente na qualidade do
ensino, na oferta de melhores escolas para o estudo e na (des)valorização do
magistério. Dos relatórios analisados, 62% eram de Municípios com população
abaixo de 20.000 habitantes, ou seja, são Municípios pequenos, que contam com a
presença de programas de governo para amenizar a escassez das oportunidades
locais.
Dos 124 relatórios pesquisados, somente 24 (19,35%) não
evidenciaram algum tipo de falha ou irregularidade na execução do FUNDEF, fato
que, considerando a metodologia de indução científica, pode-se afirmar que mais
de 80% dos Municípios dos Estados da Bahia, Maranhão, Pará e Piauí apresentam
falhas ou irregularidades na execução do Fundo, conseqüentemente onerando as
finanças públicas.
É primordial e urgente a implementação de políticas de
criação e fortalecimento dos controles internos administrativos e de sistemas de
informações para a exata tomada de decisões na alocação dos escassos recursos
públicos.
6 CONCLUSÃO
As normas que ditam a forma de execução dos atos pela gestão
pública não são cumpridas na sua integralidade na maioria dos casos. A pesquisa
demonstra que existem vários fatores que colaboram para os desperdícios dos
recursos públicos. A improbidade administrativa, que causa prejuízo ao Erário, a
exemplo das frustrações dos processos licitatórios, dispensas indevidas e outras
aplicações de verbas públicas irregularmente, é o principal fator de
desperdícios. Outro fator que causa desperdício na aplicação dos recursos
públicos é a fragilidade dos controles internos administrativos. Não adianta
existir um órgão de auditoria interna ou controle interno sem que haja vontade
política para manter regular os atos de gestão dos dispêndios públicos.
Portanto, sem medidas enérgicas que coíbam os atos de improbidade administrativa
e sem uma estrutura condizente da função controle, os recursos públicos serão
dissipados sem que se atinja o seu verdadeiro objetivo, o bem-estar social.
ANEXO I
|
Nº |
FATOS DETECTADOS |
|
01 |
Inobservância às regras da Lei de Licitações – Lei nº
8.666/93 (modalidades/dispensa e inexigibilidade) |
|
02 |
Inexistência de Empresas fornecedoras de mercadorias e
serviços (Empresas fantasmas) |
|
03 |
Notas Fiscais frias (falsas) e Recibos inidôneos |
|
04 |
Gastos exorbitantes com combustível |
|
05 |
Pagamentos que não incrementam o desenvolvimento da
educação fundamental |
|
06 |
Ausência de retenção de impostos e contribuições (Imposto
de Renda; Imposto Sobre Serviços; Contribuição ao INSS; FGTS etc.) |
|
07 |
Utilização dos recursos do FUNDEF inferior a 60%
(pagamento de profissionais do magistério) |
|
08 |
Utilização dos recursos do FUNDEF superior a 40% (outras
despesas do FUNDEF) |
|
09 |
Atraso no pagamento a professores |
|
10 |
Inexistência de controle financeiro e de emissão de
cheques (diversas contas) |
|
11 |
Conselho do FUNDEF não atua regularmente |
|
12 |
Pagamento a profissionais que não integram os quadros do
Ensino Fundamental |
|
13 |
Falta de habilitação mínima para o exercício do
magistério |
|
14 |
Obras e serviços não são executados ou concluídos |
|
15 |
Documentos fiscais de despesas não foram apresentados |
|
16 |
Transporte escolar apresentou gastos elevados para o
padrão que é oferecido |
|
17 |
Falta de transporte escolar para os alunos, embora tenha
havido pagamentos |
|
18 |
Documentos contábeis manipulados |
|
19 |
Censo Escolar superestimado para ocasionar maior receitar
na divisão de recursos do FUNDEF |
|
20 |
Pagamento antecipado da despesa (antes do empenho e da
liquidação) |
|
Ø |
Não houve constatação |
ANEXO II
|
UF |
MUNICÍPIO |
POPULAÇÃO |
FALHAS E IRREGULARIDADES DETECTADAS |
|
001 |
BA |
Baixa Grande |
19.829 |
05 |
07 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
002 |
BA |
Taperoá |
15.362 |
01 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
003 |
BA |
Filadélfia |
17.297 |
01 |
03 |
06 |
20 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
004 |
BA |
Pintadas |
11.195 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
005 |
BA |
Sátiro Dias |
19.084 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
006 |
BA |
Urandi |
16.128 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
007 |
BA |
Malhada de Pedras |
9.014 |
01 |
03 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
008 |
BA |
Itapetinga |
60.217 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
009 |
BA |
Poções |
47.486 |
04 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
010 |
BA |
Varzedo |
8.679 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
011 |
BA |
Piraí do Norte |
8.714 |
01 |
04 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
012 |
BA |
São Francisco do Conde |
29.383 |
01 |
02 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
013 |
BA |
Irecê |
60.785 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
014 |
BA |
São Desidério |
19.021 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
015 |
BA |
Maiquinique |
7.066 |
01 |
02 |
03 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
016 |
BA |
Itagimirim |
7.646 |
01 |
03 |
05 |
20 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
017 |
BA |
Pindobaçu |
19.238 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
018 |
BA |
Itaberaba |
61.611 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
019 |
BA |
Caculé |
21.636 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
020 |
BA |
Tabocas do Brejo Velho |
13.305 |
10 |
20 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
021 |
BA |
São Félix |
14.477 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
022 |
BA |
Ipiaú |
42.788 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
023 |
BA |
Canápolis |
9.880 |
17 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
024 |
BA |
Itabela |
28.259 |
05 |
12 |
14 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
025 |
BA |
Contendas do Sincorá |
4.008 |
01 |
02 |
07 |
09 |
10 |
11 |
17 |
- |
- |
- |
|
026 |
BA |
Brejões |
16.526 |
01 |
06 |
14 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
027 |
BA |
Carinhanha |
28.148 |
01 |
02 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
028 |
BA |
Teofilândia |
19.848 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
029 |
BA |
Gandu |
27.519 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
030 |
BA |
Ituaçu |
17.584 |
01 |
11 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
031 |
BA |
Ribeirão do Largo |
17.547 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
032 |
BA |
Santana |
23.867 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
033 |
BA |
Itaquara |
8.210 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
034 |
BA |
Chorrochó |
10.462 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
035 |
BA |
Santa Teresinha |
8.612 |
01 |
02 |
03 |
05 |
10 |
12 |
14 |
15 |
18 |
|
|
036 |
BA |
Amélia Rodrigues |
24.829 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
037 |
BA |
Seabra |
38.764 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
038 |
BA |
Salinas da Margarida |
10.960 |
01 |
12 |
19 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
039 |
BA |
Serra Dourada |
18.293 |
01 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
040 |
BA |
Wanderley |
13.655 |
01 |
04 |
14 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
041 |
BA |
São Francisco do Conde |
29.383 |
01 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
042 |
BA |
Conceição do Jacuípe |
27.881 |
01 |
03 |
10 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
043 |
BA |
Ibicoara |
16.373 |
01 |
03 |
10 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
044 |
BA |
Jacobina |
76.479 |
01 |
02 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
045 |
BA |
Guaratinga |
23.743 |
01 |
02 |
03 |
10 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
046 |
BA |
Maraú |
18.812 |
01 |
09 |
16 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
047 |
MA |
Cajari |
12.064 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
048 |
MA |
Cândido Mendes |
19.405 |
07 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
049 |
MA |
Cedral |
10.636 |
05 |
08 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
050 |
MA |
Milagres do Maranhão |
7.540 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
051 |
MA |
Itapecuru Mirim |
50.994 |
01 |
06 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
052 |
MA |
Alto Alegre do Pindaré |
34.007 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
053 |
MA |
Igarapé Grande |
9.295 |
05 |
07 |
08 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
054 |
MA |
Santo Antônio dos Lopes |
14.165 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
055 |
MA |
Lajeado Novo |
6.331 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
056 |
MA |
Penalva |
30.818 |
01 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
057 |
MA |
Olho d´´Água das Cunhãs |
17.064 |
01 |
04 |
05 |
14 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
058 |
MA |
Davinópolis |
11.890 |
03 |
05 |
08 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
059 |
MA |
Bacabeira |
11.126 |
01 |
02 |
03 |
05 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
|
060 |
MA |
Poção de Pedras |
21.299 |
01 |
03 |
05 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
061 |
MA |
Tasso Fragoso |
6.494 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
062 |
MA |
Cidelândia |
12.201 |
05 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
063 |
MA |
São Luís Gonzaga do Maranhão |
21.533 |
14 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
064 |
MA |
São Raimundo das Mangabeiras |
15.241 |
01 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
065 |
MA |
Graça Aranha |
6.177 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
066 |
MA |
Riachão |
21.250 |
01 |
02 |
03 |
05 |
07 |
12 |
- |
- |
- |
- |
|
067 |
MA |
Arari |
27.156 |
01 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
068 |
MA |
Bacabal |
95.335 |
01 |
02 |
03 |
19 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
069 |
MA |
Cantanhede |
17.762 |
07 |
09 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
070 |
MA |
Joselândia |
14.271 |
01 |
03 |
07 |
14 |
20 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
071 |
PA |
Marituba |
93.723 |
11 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
072 |
PA |
Baião |
21.673 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
073 |
PA |
Cachoeira do Piriá |
19.250 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
074 |
PA |
Bannach * |
3.469 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
075 |
PA |
Porto de Moz |
28.091 |
05 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
076 |
PA |
Castanhal |
151.668 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
077 |
PA |
Bagre |
13.636 |
07 |
08 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
078 |
PA |
Melgaço |
24.520 |
05 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
079 |
PA |
Bom Jesus do Tocantins |
13.913 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
080 |
PA |
Igarapé-Açu |
35.097 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
081 |
PA |
Água Azul do Norte |
30.156 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
082 |
PA |
Jacundá |
46.151 |
18 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
083 |
PA |
Vitória do Xingu |
10.472 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
084 |
PA |
Afuá |
34.534 |
01 |
02 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
085 |
PA |
Xinguara |
31.198 |
03 |
09 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
086 |
PA |
Santa Luzia do Pará |
19.700 |
05 |
10 |
11 |
15 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
087 |
PA |
Moju |
59.592 |
04 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
088 |
PA |
Almeirim |
34.230 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
089 |
PA |
Maracanã |
28.628 |
10 |
16 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
090 |
PA |
Magalhães Barata |
7.885 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
091 |
PA |
Capitão Poço |
52.055 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
092 |
PA |
Colares |
11.847 |
10 |
16 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
093 |
PA |
Abaetetuba |
129.300 |
01 |
12 |
15 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
094 |
PA |
Bannach * |
3.469 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
095 |
PA |
São Félix do Xingu |
39.774 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
096 |
PA |
Nova Ipixuna |
13.644 |
11 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
097 |
PA |
Terra Santa |
16.601 |
09 |
11 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
098 |
PA |
Portel |
42.593 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
099 |
PA |
Altamira |
83.322 |
01 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
100 |
PI |
Castelo do Piauí |
18.550 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
101 |
PI |
Luís Correia |
25.243 |
01 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
102 |
PI |
Miguel Alves |
30.962 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
103 |
PI |
Santa Filomena |
6.244 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
104 |
PI |
Massapê do Piauí |
6.326 |
06 |
11 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
105 |
PI |
Currais |
4.420 |
03 |
05 |
06 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
106 |
PI |
Guadalupe |
10.751 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
107 |
PI |
São Pedro do Piauí |
13.018 |
05 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
108 |
PI |
Curral Novo do Piauí |
3.978 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
109 |
PI |
Fronteiras |
10.358 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
110 |
PI |
São Francisco de Assis do Piauí |
4.652 |
10 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
111 |
PI |
Cristino Castro |
9.766 |
01 |
11 |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
112 |
PI |
Caraúbas do Piauí |
5.315 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
113 |
PI |
Bom Jesus |
16.777 |
05 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
114 |
PI |
Matias Olímpio |
10.353 |
03 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
115 |
PI |
Guaribas |
4.460 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
116 |
PI |
Jacobina do Piauí |
5.694 |
04 |
12 |
20 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
117 |
PI |
Água Branca |
15.669 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
118 |
PI |
Piripiri |
61.637 |
10 |
15 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
119 |
PI |
Santo Antônio de Lisboa |
5.196 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
120 |
PI |
São Julião |
5.937 |
Ø |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
121 |
PI |
São João do Piauí |
18.571 |
05 |
06 |
10 |
15 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
122 |
PI |
Simplício Mendes |
11.278 |
01 |
04 |
05 |
13 |
16 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
123 |
PI |
Paulistana |
17.436 |
07 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|
124 |
PI |
Cocal de Telha |
4.192 |
05 |
12 |
13 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |