Sumário: i- ¿Quem são os hackers, os
chamados piratas eletrônicos? (um pouco de etimologia). ii- crackers,
os hackers do mal, e quejandos. iii - diferenças entre hackers
e crackers. iv - software houses: as formadoras do
caos. v - as software houses e o Código de Defesa do Consumidor.
i - ¿Quem são os hackers, os chamados piratas
eletrônicos? (um pouco de etimologia)
Antes de
falarmos dos hackers, os chamados piratas eletrônicos, entendemos prudente
conceituar o que seja pirata. Dest´arte, peguemos o AURÉLIO e leiamos o respectivo
verbete:
"PIRATA = 1. BANDIDO QUE CRUZA OS MARES COM O FITO DE ROUBAR (CF.
CORSÁRIO); 2. P. EXT. LADRÃO, GATUNO; 3. BRAS. NAMORADOR, SEDUTOR; 4.
SUJEITO AUDACIOSO, ESPERTALHÃO, MALANDRO (...)"
Caso a
atenta leitora - ou o sagaz leitor - busque o entendimento de outros lexicólogos,
encontrará similar definição. Se resolver correr pelos verbetes das enciclopédias
talvez tenha menos sorte ainda - eis que as definições mudarão tanto quanto muda uma
sombra ao vento...
Assim,
guardadas as idéias de sedutor e audacioso, queremos consignar que discordamos in
totum dessa visão em relação aos piratas.
Um pirata,
entendemos nós, antes de ser bom ou mau, necessariamente teria que ser, nos idos séculos
XV/XVI, detentor de conhecimentos monumentais e profundos nas mais diversas áreas
do saber humano - alguns, na ocasião, não vislumbrados pelo resto do Planeta. Afinal,
tenha em mente, naquela época ter um navio significava o mesmo que, hoje em dia, um homem
comum (não um Estado ou uma grande corporação) ter um ônibus espacial.
Não cremos
que tenham sido meros pilhadores dos oceanos, nem que fossem homens embrutecidos e
destituídos de sensibilidade. ¡Ao contrário! Tudo leva a crer que foram os mais
magníficos exemplares do homem eclético, do homem polivalente, do homem distanciado da
especialização.
Esses
homens - que tinham conhecimento para a construção de grandes navios e que podiam
permanecer longo tempo no mar, guiando-se pelas estrelas - foram, certamente, os primeiros
cidadãos do Mundo.
Como muito
bem pontuou R. BUCKMINSTER FULLER (in Operating Manual for Spaceship Earth),
"os homens que eram capazes de se estabelecerem nos oceanos deveriam ser, também,
extraordinariamente eficientes com a espada - tanto em terra como no mar. Deveriam, ainda,
ser dotados de grande visão, com aptidão na arte de projetar navios (concepção
científica original), perícia matemática na navegação e técnicas de exploração,
para enfrentar, sob condições de neblina, escuridão e tempestade, o perigo invisível
das rochas, bancos de areia e correntes. Os grandes aventureiros do mar deveriam ser
capazes de comandar todo o povo em seus reinos em terra firme, de modo a dispor da
carpintaria, dos trabalhos em metal, da tecelagem e de outras práticas necessárias à
produção de seus grandes e complexos navios. Deveriam estabelecer e manter sua
autoridade de modo que eles próprios e os artífices ocupados com a produção dos navios
fossem devidamente alimentados pelos caçadores e agricultores que cuidavam da produção
de seus reinos. Vemos, aqui, a especialização sendo grandemente ampliada sob a
autoridade suprema do soldado-mor, de visão abrangente e brilhantemente coordenado - o
aventureiro dos mares. Se seu navio entrasse, isto é, retornasse a salvo de sua jornada
de vários anos, todas as pessoas de seu reino prosperariam - e o poder de seu líder
seria alarmantemente ampliado.
"Havia
poucos de tais homens de poder supremo. Porém, à medida que se aventuraram nos mares,
eles gradualmente descobriram que as águas interligavam todos os povos e regiões do
mundo. Perceberam tais fatos sem o conhecimento de seus ignorantes marinheiros, os quais,
freqüentemente atingidos na cabeça em uma taberna qualquer e arrastados para bordo, só
acordando em alto mar, viam somente uma porção de água e desprovidos de conhecimentos
náuticos, não faziam idéia de onde estavam". (sic et sic).
Qual seja,
antes de mais nada, os Grandes Piratas eram dotados de imensos e diversos conhecimentos e
avessos, como nós, à especialização. Aliás, ressaltemos, nenhum homem nasceu para ser
especialista. Especialistas, na Natureza, são os insetos - ou pequenos animais como o
joão-de-barro, por exemplo. Tornar um homem especialista (seja lá em que for) é
apequenar sua grandiosidade.
Não
olvide, outrossim, que enquanto outros olhavam para os céus e viam apenas estrelas, os
Grandes Piratas viam mais. Viam para onde iam - num mapa invisível para o vulgo. Eram
também - e além de tudo - astrônomos.
Enfim,
seguindo os ventos da coragem e com inaudito prazer em descobrir, esses homens chegaram em
muitos lugares onde a língua falada era desconhecida. Dest´arte, mais do que
intérpretes, eles necessitavam de uma equipe de lingüistas (se é que os piratas o não
eram...) para que a comunicação tivesse vez.
Abreviando,
sob pena de nos tornarmos cansativo, temos que os piratas inequivocamente foram os
primeiros cidadãos do mundo, os pais do comércio internacional, homens de inteligência
invejável e conhecimentos ímpares.
Consignado
o que é pirata, vejamos o que é hacker.
O verbo to
hack, em inglês, guarda diversos significados que vão de pontapé a manjedoura,
passando por táxi e podendo querer dizer tosse...
Também
significa todo aquele que se vende (prostitui-se), aluga-se (é mercenário) ou faz algo
apenas por dinheiro.
A melhor
conceituação do termo nós a logramos através de David Casacuberta
(da5id@jet.es), da FrEE e colaborador de Kriptópolis onde, entre outras
coisas, é o responsável pelo dicionário de CiberDireitos). Transcreveremos sua
conceituação:-
"(...) A PRINCÍPIO, O TERMO (HACKER) VEM DO VERBO INGLÊS
"HACK" QUE É USADO NORMALMENTE NO CONTEXTO DOS LENHADORES, NO SENTIDO DE CORTAR
ALGUMA COISA EM PEDAÇOS OU NO SENTIDO DE DAR PONTAPÉS. SEGUNDO A LENDA, O PRIMEIRO USO
NÃO "TRADICIONAL" DO TERMO SE DEVEU A ALGUÉM QUE SABIA DAR O PONTAPÉ
("HACK") NO PONTO EXATO DE U´A MÁQUINA DE REFRIGENRANTES PARA DESSA CONSEGUIR
U´A LATA (OU GARRAFA) GRATUITAMENTE. SEJA NESSE SENTIDO, SEJA NO SENTIDO DE CORTAR ALGO EM
PEDAÇOS, O CERTO É QUE É O PRIMEIRO USO GENUÍNO DE HACKEAR NO MUNDO DA INFORMÁTICA
FOI DE ALGUÉM QUE CONHECIA DE MODO MUITO DETALHADO UM SISTEMA OPERACIONAL (HAVIA
"CORTADO-O" EM PEDAÇOS, POR ASSIM DIZER) A PONTO DE PODER OBTER DESSE O QUE
QUISESSE (COMO O SENHOR DA LENDA URBANA A RESPEITO DA MÁQUINA DE REFRIGERANTES). DESTE
MODO, ORIGINALMENTE, UM HACKER É SIMPLESMENTE ALGUÉM QUE CONHECE OS SISTEMAS
OPERACIONAIS (E, LOGO, OS COMPUTADORES) COMO A PALMA DE SUA MÃO.
UMA VEZ QUE, EM PRINCÍPIO, PARA PODER ENTRAR NUM COMPUTADOR SEM
PERMISSÃO SÃO NECESSÁRIOS GRANDES CONHECIMENTOS (AINDA QUE NÃO SEJA NECESSARIAMENTE
ESSA A REALIDADE), RAPIDAMENTE O TERMO SE DIFUNDIU COM U´A NOVA ACEPÇÃO: A DE INTRUSO OU
VIOLADOR INFORMÁTICO QUE ACESSA O CONTROLE DE U´A MÁQUINA NA REDE, SEM PERMISSÃO."
(http://www.kriptopolis.com/dicc/h01.html)
Um´outra e
também interessante versão sobre a origem da palavra hacker é contada por LAURA
CORTADA em seu artigo HACKERS AL DESCUBIERTO, publicado na revista espanhola
Público (http://www.public-online.com). Segundo essa repórter, o verbo hack (no
sentido de golpear) era usada para descrever a forma como os técnicos telefônicos
golpeavam as caixas defeituosas e o modo como (que até hoje existe) muitos usuários
tentam golpear seu computador dando-lhe uma pancada seca.
A grande
verdade é que os hackers são muito bons e sabem escrever códigos que realmente
funcionam. São pessoas que detêm um conhecimento acima da média, em níveis
informáticos. São seres que conhecem quais são as falhas de um sistema operacional ou
mecanismos (frutos do conhecimento e da informação) que permitem a invasão de
plataformas alheias. ¿Por que outra razão seriam bem vistos pelo pessoal do M.I.T.?
- e não só pelo pessoal do M.I.T.. É notório que toda grande empresa acaba por
contratá-los, mais cedo ou mais tarde, para que coordenem seus sistemas de defesa..
ii - crackers, os hackers do mal, e quejandos
Cracker.
Esse termo foi cunhado em 1985 pelos próprios hackers, com o inequívoco objetivo
de não serem confundidos com aqueles.
"Os crackers são aqueles que rompem a segurança de um
sistema em busca de informações confidenciais com o objetivo de causar danos ou obter
vantagens pessoais" (apud JARGON FILE).
Ao
contrário dos hackers, os crackers têm intenções criminosas (o
cometimento de fraudes, espionagem, et ctera).
A partir de
então surgiram os warez, os gamez, e muitas outras tribos no mundo underground
da internet. De um modo ou de outro se confundem na ideologia e nos objetivos
táticos dos crackers.
Também
existem os lammers, ou os script kidders, que não criam programas:
apropriam-se dos conhecimentos e programas que os hackers disponibilizam na rede.
Rapinadores de programas de crackers (aliás, ressalte-se, façanha lograda por
qualquer um que saiba ingressar na grande rede de computadores).
Em verdade
são a "versão soft" dos crackers, a versão dietética, a
versão light...
São vistos
pelos hackers como "ignorantes pedantes que acima de tudo não querem aprender
e que presumem o que não sabem".Finalmente existem os wannabes que, ao
contrário dos lammers, têm a intenção de apreender, apesar de não possuírem
nível para tanto. No fundo são aspirantes a lammers.
iii - diferenças entre hackers e crackers
O
mesmo açúcar que nos dá energia pode matar o diabético. Ou seja, os elementos atuam de
modo diverso nos diferentes nos organismos.
Com o
conhecimento, o mesmo tem vez. A mesma descoberta que pode levar a salvar vidas também as
pode eliminar (como ocorreu e ocorre com a energia nuclear). A descoberta de uma falha em
determinado browser (que deixa o internauta desprotegido quando velejando pela
rede) pode ser feita por alguém interessado em solucionar a questão de segurança, por
mero repto intelectual, como, outrossim, pode ser feita por alguém com objetivo escusos,
fraudatórios, de espionagem ou meramente vandálicos.
Hacker
é aquele que é atiçado exclusivamente pelo desafio intelectual de romper as defesas de
um sistema operacional - e aí encerrar sua batalha mental.
Já o cracker
é aquele que inicia sua batalha quando do rompimento das defesas do sistema
operacional sob ataque, tendo em vista a obtenção de benefícios para si ou para outrem,
sempre em detrimento de terceiros.
Um exemplo:
um jovem ingressa nos computadores de um determinado hospital e descobre que pode acessar
os dados referentes às pacientes grávidas. Na seqüência, comunica a descoberta da
falha de segurança aos administradores do Hospital. ¿Sua atitude é meritória ou
criminosa? ¿Deve ser premiado ou punido? De acordo com o supervisor de segurança do
sistema, o "invasor" deve ser punido criminalmente.
Em verdade,
essa história aconteceu. Foi na Espanha.
Poucos dias
ao depois de ter avisado o hospital, Daniel, o jovem catalão descobridor da falha do
sistema operacional, recebeu um telefonema do supervisor de segurança do sistema que o
ameaçou de denunciá-lo criminalmente por seus atos (na Espanha a legislação considera
o hacker de intrusismo como sendo crime). Assim ele se manifestou:
"FIQUEI PETRIFICADO. MINHA INTENÇÃO ERA APENAS AJUDAR, MAS
PARECE CLARO PARA ESTE HOSPITAL (COMO PARA A MAIORIA DAS EMPRESAS E ADMINISTRAÇÕES) QUE
É PREFERÍVEL ATUAR CONTRA ALGUÉM QUE OS AVISE DE UM PERIGO EM VEZ DE SE PREOCUPAR EM
MELHORAR A SEGURANÇA. NÃO ATINAM QUE QUALQUER DELINQÜENTE COM MÍNIMOS CONHECIMENTOS
PODE ROUBAR ESSA INFORMAÇÃO SEM DEIXAR RASTRO DE SEUS PASSOS. COM ISSO É QUE ELES
DEVERIAM SE PREOCUPAR."
- (http://www.kriptopolis.com/infor/20000606.html)
Assim como
esse hospital foi invadido, milhares de outros o podem ser, assim como bancos de sangue et
ctera. ¿E quanto não valerão essas informações para, por exemplo, uma
companhia de seguros de saúde?
iv - software houses: as formadoras do caos
Hackers...
não sabemos porque tanta antipatia por eles. Afinal ¿não são os depuradores do corpo
cibernético que é reflexo neural de nosso corpo social? A n´s se mostram como
ciber-obreiros de um ciber-darwinismo com o objetivo de aprimorar a binária
espécie dos sistemas operacionais (SO).
Não faz
muito tempo, contaram-nos uma história a respeito de um menino de quinze anos que apoiou
suas costas na parede de um prédio. Em decorrência dessa ação, desse apoiar, o prédio
ruiu. ¿Imaginam o resultado? Lá vai... ¡a polícia prendeu o arremedo de gente e
permitiu que o construtor do prédio continuasse com suas obras! Em outras palavras:
curaram a acne e esqueceram a metástase.
A nosso
ver, a imprensa, a rádio, a televisão e a própria internet não parecem ter uma visão
diferente da hipotética polícia da história do parágrafo anterior.
A nosso
ver, os formadores do caos no mundo das comunicações não são os hackers,
nem os crackers nem qualquer outra tribo do submundo da Era da Informação. Os formadores
do caos no mundo das comunicações são as mega-corporações do software que
nos impingem produtos de nenhuma qualidade, cheios de back oriffices e sem qualquer
confiabilidade.
E que não
se culpem os vírus telemáticos.
Os digiti
vermini (que os crackers inoculam na rede) nos pouparão de terríveis
problemas no futuro. Não defendemos - fique ressaltado - nem a criação nem a
disseminação de vírus. O que advogamos é que os softwares disponibilizados no
mercado guardem um mínimo de confiabilidade e não indo a pique com qualquer ataque de
adolescentes. Vendem-nos a idéia de algo que parece resistir até o Apocalipse; mas na
verdade a ilusão se desvanece ante o mais insignificante latido de um poodle.
Cerca de
dez passados, tínhamos um médico (em verdade era um nosófobo) que defendia tenazmente
os vírus, principalmente os cíclicos. Sempre recordamos essa sua posição - e com ela
concordamos. Guardamos a mais plena e absoluta convicção que essas viroses binárias nos
pouparão de terríveis problemas no futuro, melhorando o sistema imunológico da rede,
eis que exercem o mesmo papel profilático que as doenças da infância. Certamente, num
primeiro momento, padeceremos os necessários incômodos. Todavia, posteriormente.
benefícios advirão. Temos certeza disso.
v - as software houses e o Código de Defesa do
Consumidor
Sonegam-nos
informações quanto à segurança. Nada sabemos sobre a "caixa preta" que está
guardada nos softwares de código fechado (como os da Microsoft, por
exemplo).
Aliás,
quando da aquisição do sistema das janelas com frestas para viróticos ventos, ¿houve
um alerta à sua pessoa que esse sistema era inseguro? ¿Foi-lhe comunicado, na ocasião,
que de tempos em tempos se faziam necessárias visitas às oficinas de bits da Microsoft?
¿Disseram-lhe que os softwares licenciados abrigam portas traseiras, algumas com
nomes estranhos como NSA (Agência De Segurança Nacional da América Nortista)...
Pois é, tudo isso é verdade.
As empresas
licenciadoras de software são responsáveis por seus atos, eis que incontáveis
artigos do Código do Consumidor são violados.
Motivos
não faltam para interpelar as empresas fornecedoras de sistemas operacionais (SO),
processá-las, incitar o Ministério Público a fazer o que deveria estar fazendo e muito
mais.
Entre outras prerrogativas do consumidor, este deve ser informado,
adequada e claramente, sobre os diferentes produtos, bem como os riscos que apresentam
(artigo 6º, inciso iii, CDC). Além disso, não podemos olvidar que todos serviços ou
produtos colocados no mercado que resultarem em riscos à segurança (e a segurança, in
casu, é a privacidade) dos consumidores obrigam os fornecedores a prestar as
informações necessárias e adequadas a seu respeito, através de impressos apropriados
(artigo 8º, CDC).
O
fornecedor, também, não pode colocar no mercado produto ou serviço que sabe ou -
deveria saber - apresentar alto grau de periculosidade à segurança. Caso, posteriormente
à sua introdução no mercado, tiver conhecimento da periculosidade apresentada por seus
produtos ou serviços, incontinenti deverá comunicar o fato às autoridades competentes e
aos consumidores, através de anúncios publicitários veiculados na imprensa, rádio e
televisão. E não apenas o fornecedor está obrigado a prestar essas informações ao
consumidor. A União, Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios também estão
obrigados a informar tais falhas aos consumidores (artigo 10º e §§ do CDC).
Mais: além
das comunicações, as chamadas software houses também são responsáveis pela
reparação dos danos causados aos consumidores em decorrência de defeitos de projeto,
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos -
independentemente da existência de culpa. Finalizando, temos que seu produto sempre será
considerado defeituoso quando não oferecer a segurança que dele se espera (artigo 12 e
§§ do CDC).
Entendemos
que, inequivocamente uma software house criadora e comercializadora de um sistema
operacional deve ser diretamente responsabilizada pelos ataques dos digiti vermini
inoculados na rede pelos crackers.
Afinal, a
razão simples, o senso comum nos indica que é inacreditável que a corporação dos softwares
(gera tantos e tantos bilhões de reais anualmente) não esteja aparelhada e preparada
para oferecer um programa confiável, salvo de ataques de garotos imberbes que ainda
sentam nos bancos escolares.
Em estando
num hospital, se formos levados à ala das doenças infecciosas (sem que tal nos seja
informado) seremos presa fácil dos vírus que ali pululam - e, certamente, o diretor
do hospital será responsabilizado por isso. Mutatis mutandi, o mesmo ocorre quando
utilizamos um software que não nos avisa dos riscos que corremos quando ao
utilizá-lo.